Como funciona a terapia
Antes de tudo: alinhando expectativas
A terapia não é um lugar para “consertar” quem você é.
Também não é um espaço de aconselhamento rápido ou respostas prontas.
Aqui, a terapia é um acompanhamento contínuo, construído com tempo, presença e responsabilidade, para quem vive instabilidade emocional e quer aprender a se sustentar melhor no dia a dia.
Como são as sessões
- As sessões são individuais e acontecem online, por videochamada.
- Têm duração de 50 minutos.
- A frequência costuma ser semanal, especialmente no início do processo.
Esse ritmo não é aleatório.
Ele cria continuidade, algo essencial para quem vive oscilações emocionais.
O que acontece dentro da terapia
Cada processo é único, mas, de forma geral, a terapia envolve:
- compreender como suas emoções funcionam na prática;
- identificar padrões de reação que se repetem;
- aprender a pausar antes de agir no impulso;
- desenvolver mais consciência nas escolhas;
- construir autonomia emocional possível, não ideal.
Não se trata de eliminar emoções difíceis.
Trata-se de aprender a se relacionar melhor com elas.
Sobre a abordagem terapêutica
Meu trabalho é baseado na Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT).
De forma simples, isso significa que:
- quanto mais lutamos contra o que sentimos, mais sofrimento criamos;
- quando aprendemos a nos relacionar melhor com nossas emoções, ganhamos mais liberdade para viver de acordo com o que importa.
Na prática, a ACT ajuda a:
- reduzir reações automáticas;
- aumentar clareza interna;
- sustentar decisões mesmo quando a emoção oscila;
- viver com mais coerência e menos violência interna.
Bipolaridade e borderline no processo terapêutico
Se você tem diagnóstico de bipolaridade ou transtorno de personalidade borderline, é importante saber:
A terapia não ignora o diagnóstico.
Mas também não te reduz a ele.
O foco está em como você vive, sente, reage e constrói sua vida no dia a dia, considerando suas particularidades, limites e possibilidades reais.
O que esse processo exige de você
Ser honesta aqui também faz parte do cuidado.
Esse tipo de terapia exige:
- disponibilidade para olhar para si;
- compromisso com o processo;
- abertura para desconfortos pontuais;
- tempo.
Nem toda sessão é confortável.
Nem toda semana é “boa”.
Mas, ao longo do tempo, algo começa a se reorganizar.
Para quem esse processo costuma funcionar melhor
Esse acompanhamento costuma fazer mais sentido para quem:
- vive emoções intensas e instabilidade emocional;
- já tentou “dar conta sozinha” por muito tempo;
- busca um acompanhamento sério e contínuo;
- entende que mudança real é processo, não milagre.
Se você procura respostas rápidas ou soluções prontas, talvez esse não seja o espaço certo, e tudo bem.
Como começar
Se, ao ler essa página, você sente que esse tipo de acompanhamento faz sentido para você, o próximo passo é simples.
Clique no botão abaixo para entender:
- como funciona o início do processo;
- valores;
- disponibilidade de agenda.
Você não precisa estar “no fundo do poço” para começar terapia.
Também não precisa ter tudo bagunçado.
Às vezes, basta estar cansada de lutar sozinha.
Você não precisa decidir agora.
Pode apenas sentir se faz sentido.